quinta-feira, 16 de outubro de 2008

AH AH AH

Quando pensava que já tinha tudo decidido na minha cabeça surge mais um daqueles telefonemas matutinos a dar-me a volta. "Está disponível para passar cá amanhã?" ("Oh filho, estou completamente disponível para entrar DE NOVO em parafuso" - aliás a melhor expressão para caracterizar o meu estado psíquico).
Amanhã tenho de provar que sou uma pessoa sã, lá me vão medir sob variados padrões enquanto eu tento ser coesa. Bem, a minha opção é mesmo fazer aquilo na desportiva, mesmo que seja das melhores oportunidades na área.
Juro que só me apetece rir de todas estas situações. E há melhor remédio? xD

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Hidden Tracks

Hoje ouviu-se a banda sonora do filme Mamma mia lá na penthouse. E foi numa das músicas que descobri uma coisa, até comum, mas que me chateia um bocadinho.
Ora vejamos: normalmente lemos o nome das músicas e ficamos tentados a ouvi-las ou com uma ideia do assunto que estas tratam. Para mim é para isto que servem os nomes das músicas: levar as pessoas a ouvi-las, efectivamente. Nada mais. Mas desconfio que há conspirações escondidas nestas denominações.
Pessoalmente, não me importo com spoilers e costumos interiorizá-los como teasers e não suspresas estragadas. E nas músicas existem as músicas escondidas, normalmente assinaladas no próprio nome da música! E eu pergunto:

Porque raio existem as chamadas
HIDDEN TRACKS?

Para quem não conhece este fenómeno, eu explico: as hidden tracks são músicas inseridas na faixa de outra música, que começam a tocar aproximadamente 1 min depois da outra música ter acabado. Resultado: ficas um minuto em silêncio à espera da super misteriosa hidden track! Que muitas vezes não tem nada do outro mundo, é só mais uma. Portanto, quem me quiser explicar a funcionalidade destas músicas: be my guest.

Enfim, isto num dia em que num texto que chegou para ser trabalhado versava a seguinte frase: "Não deixe levantar fervura, depois de desfiado leve ao lume e deixe levantar fervura..." E agora?

Pois é, eu optei por deixar levantar! Vamos lá ver...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dia 26

Hoje fiz o horário das 07h. Foi excelente. Era a única estagiária, a boss do Online ia-me enviando tudo e nada teve a apontar. Escrevi que me fartei. Certo é que muita coisa é adaptar da Lusa, mas ainda assim, fazer dezenas e dezenas de notícias, trabalhar com photoshop, clipedit (por muito básicos que sejam) dá uma estaleca à qual não nos habitamos na faculdade. Ante-título, Título, Lead, Notícia, é um gozo fazer tudo isso. Para além disso, a minha cabeça tem estado, naturalmente, ocupada com a questão da casa. Hoje fui ver com a minha irmã uma casa perto do estágio para a qual estava inclinada. Descubri afinal que é um convento. Para além de não podermos furar a parede (nada nadinha nicles batatóides pendurado, colado nas paredes), o senhorio mora na porta ao lado, aparece por vezes lá em casa ("-Mas avisa antecipadamente?" "-Sim, sim, claro, toco à campainha"). De todas, faltava a mais absurda. Namorados? Podem cá passar a noite. MAS com aviso prévio e pagamento de 7,5€ por noite de estadia. Ora, diz que não quero pagar para viver subjugada às ordens de um tetravô. Próxima.

1ª tentativa

Não, a sério, ponha o dedo no ar quem esperava que eu conseguisse à primeira... Acho que nem eu...
.
Demoro a adaptar-me às pessoas e aos locais, e nesta primeira tentativa de estágio (chamemos-lhe assim) apanhei uma empresa em mudança, cheia de tensões internas, onde considerei que o que me propunham não me preenchia em termos de novos conhecimentos. E é provável que seja também culpa minha por não me ter perguntado se me encaixava ali.
Serviu ao menos para ver como funciona a dinâmica empresarial, e ver também como se gerem os já referidos ódios de estimação (uiiii e como as recepcionistas/vigilantes/secretárias têm acesso a toda a informação e sabem tudo). Foi uma estadia curta, onde aprendi muito pouco em termos concretos mas que me serviu para iniciar nesta vida adulta de trabalhadora, e perceber que ATÉ sou pontual (yey!). Decidi partir para outra, continuar a tentar procurar algo que me preencha mais, mesmo sabendo que é difícil. Nem todos nos podemos dar ao luxo de trabalhar onde gostamos, mas hei-de chegar lá (hey sonhar nunca me custou muito...).
Situações engraçadas não tive muitas, umas quantas private jokes e quê, uns stresses para arranjar pessoas à última da hora que às 17h da tarde atendiam o telemóvel com uma indiscritível voz de sono (como os compreendo!).
Bem, resultado: voltei ao turbilhão das entrevistas, ao stress de não saber se devo escolher pela remuneração, pelo currículo, pelo gosto pessoal, pelo local, pelo sei lá eu o quê. Isto de não se saber o que se quer fazer do futuro é tramado, não posso responder à pergunta "o que te imaginas a fazer nos próximos 5anos?". Aguardam-se mais notícias e mais stresses.

Já viram a lua?

A lua hoje está linda! Mas vamos ao que interessa (ou não)...!

Ontem à tarde a máquina de café avariou, resultado: hoje de manhã foi o pânico. "O quê? Não há café? Não pode ser, eu preciso de café!" e entre gargalhadas quase forçadas ouvia-se "Epah não dá, a agência tem que fechar!" E eis que alguém se lembra: "Espera lá, no editorial [sotão/penthouse se faz favor!] há uma máquina de café!" e era ver as excurssões ao café! Passada a café crisis, o dia de trabalho foi relativamente sossegado.

Esqueci-me do almoço em casa e fui almoçar a um bar na praia com uma colega, é absolutamente fantástico trabalhar perto do mar. Depois a tarde foi puxada mas passou-se bem. Eram já as suas 17h15 quando descubro um grupo musical meu conhecido no público do itunes da empresa: Wordsong...er, eu já vi um concerto e...bem, foi uma noite e tanto: é o que tenho a dizer, mas lembrei-me desses momentos e não pude evitar sorrir!

Descobri hoje também, que é fantástico rir: gargalhar mesmo. Com direito a lágrimas e a quase nos engasgarmos. Estava já a terminar o último texto do dia, era sobre ecologia e uma das sugestões era "utilize velas para a iluminação de natal - reduz o consumo energético" e eu resolvi fazer a piadinha, li em voz alta: "utilize velas para a iluminação de natal e pegue fogo ao seu restaurante, reduz o consumo energético e aumenta o trabalho aos bombeiros!" mal eu sabia o cataclismo que isto iria provocar. Isto levou a mais piadas e a suposições de situações parvas que pura e simplesmente fazem rir. E não acreditem quando vos disserem que o riso não é contagiante: é e muito! Mas soube bem ficar cansada assim.

E apesar de tudo, hoje saí cedo! Amanhã já há trabalho à espera, mas nada de grave, pode esperar!

E já viram a lua?

Dia 26

E nada como ver um miúdo com a minha idade, deitado em posição fetal, no frio chão do Cais do Sodré, quando pouco passam das 06 da manhã, para relativizar bastante os meus problemas em encontrar nova casa para morar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Dia 25

Caros leitores e amigos, peço desculpa pela minha ausência tendo certeza, contudo, que me desculparão. Perante adversidades da vida vi-me "obrigada" a procurar um novo lar (fartei-me de dar dinheiro ao meu senhorio idiota) e procuro agora novo local onde me estabelecer. Como imaginam, encontrar casa em Lisboa, a preços razoáveis, sem que pingas das primeiras chuvas invernosas me caiam na testa, não é nada fácil. E é assim que tenho passado os meus dias, entre telefonemas e visitas a lares alheios. Para além disso estou a aprender aqui o online e embora não seja difícil, é um pouco mais metódico e jornalístico que a agenda, logo, demora um pouco mais a habituar. Mas está a correr bem, não se preocupem. Por agora, estou offline.

Aqui na rádio

Finalmente cheguei! Sem grandes interlúdios, digo-vos que, a partir de agora, estou aqui para vos contar alguns dos episódios que tenho vivido enquanto (digno) estagiário, aqui pela rádio.
Começo por este: era sábado e corria-se a quarta etapa da Volta e Portugal em Bicicleta, com chegada à Torre, na Serra da Estrela. A tirada foi ganha por Rui Sousa, da equipa Liberty. Ora, aqui o vosso amigo, que até não é completamente ignorante no assunto, e sabendo perfeitamente de que equipa se tratava, fez na sua mente uma pequena confusão.
Ao escrever o texto para ser dado no noticiário, misturei a Liberty com a LA, equipa que nem sequer entrou na competição, devido a casos de dopping, como alguns se devem recordar. Este equívoco foi gerado porque, em tempos, as duas equipas eram uma só, isto é, a LA Liberty, precisamente o nome que incluí no dito texto.
Ora, como o jornalismo se quer rigoroso, digamos que, até ao fim do meu horário desse dia, fui "brutalmente" gozado pelo próprio editor. A partir desse dia, e até hoje, esse mesmo editor trata-me por "LA Liberty" e não pelo meu nome de baptismo.
Mas como eu não sou de me ficar, poucos dias depois, na última etapa da prova, apanhei-o no noticiário da 1h da manhã a pronunciar incorrectamente o nome do vencedor da volta, o espanhol David Blanco. Pois que o meu caro colega pronunciou o nome à inglesa, qualquer coisa como "Deivid Blanco", sabendo que o senhor é "nuestro hermano".
Pois que, nos dias de hoje, todos os nossos diálogos começam com a seguinte troca de saudações:
- Então, LA Liberty, tás bom?
- Ora viva, meu caro "Deivid" Blanco!
E com esta me fico por hoje. Volto daqui uns tempos. Um abraço e... TOCA A TRABALHAR!.

Síndrome de Segunda de Manhã.

"Olá, Bom dia! Esse Fim de semana?" - Pergunto eu ingenuamente.

"Foi curto." - É a resposta curta que recebo.


E a cena repete-se. Desconfio que a gravidade é maior às segundas de manhã, parece que é difícil para todos segurar os lábios num sorriso. E eu não sou imune, atenção. Compreendo perfeitamente que depois do fim-de-semana, seja ele calmo ou animado, custe voltar à rotina, a mim também me custa..naturalmente. Mas acho que, passado o trauma que parece ser o tamanho dos fins-de-semana, podemos todos sobreviver e encarar o dia com um sorriso e apenas e só como 12 horas de actividade(sim, 12 ou mais), sejam elas de trabalho ou lazer.


Ainda dizem que o tamanho não importa!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Das 10 às 10.

Saí da agência às 22h.


E está tudo dito.

All alone

Vou passar a manhã sozinha no sotão. O resto do pessoal foi a uma reunião na sede do cliente e eu fiquei abandonada...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Nada de grave

Acordei mal disposta. Níveis de estrogénio baixinhos. Cumpri a rotina diária, e saí de casa às 9h40. O caminho foi relativamente calmo, não fosse o C&8%$# do velhote que veio com a carripana colada à minha traseira durante todo o trajecto. Detesto que se encostem. Mas nada de grave.
Cheguei e nem consegui tomar logo o pequeno almoço, comecei a fazer o que tinha a fazer e ao longo do dia a má disposição foi desaparecendo. Mas à tarde reparei que andava esquecida, perguntei 1001 vezes à account se lhe tinha passado os textos. And then again, I blame estrogénio.
Ao fim do dia comecei a irritar-me de novo. O meu word passou-se e tive que reescrever um texto inteiro! Mudei de computador para evitar mais perdas e eis que....

tchan tchan tchan tchan...

tchan tchan tchan tchan...

o word bloqueia também! Nada de grave, consegui guardar o documento. Entretanto estive à espera da minha orientadora durante uma hora. E depois dos dois words, o meu chat "crashou" e a minha net foi-se abaixo. Isto até pode ser tudo normal, mas depois de ouvir o meu chuveiro misteriosamente a abrir-se e fechar-se sozinho, ontem à noite, começo a achar que crio à minha volta um campo magnético negativo...

Das 19h00 às 21h30 foi um não acabar de embrulhos e fotografias para que as artes-finais saiam amanhã. Cheguei a casa meia-morta e já perto das 22h. Pego nos talheres e noto que, sem me aperceber, tinha partido duas unhas. Respiro fundo. Nada de grave. Enquanto me preparava para entrar no duche pensei "O que é que faltará acontecer-me hoje?" e obtive resposta no minuto seguinte: escorreguei ao entrar para o polibã e, não fossem os meus reflexos e a torneira, tinha-me estatelado. Nada de grave.

Passado o susto tomei o banho descansada e agora nos fundilhos do dia, tenho pelo menos uma certeza: a menos que caia da cama durante a noite, vou dormir bem - estou exausta.

Dia 22 (Como é possível...)

...que me tenha esquecido de dizer - preparem os babetes - que eu e a estagiária nº 2, amiga e colega M - chamemos-lhe assim - fomos eleitas pela Agenda "Estagiárias do Ano!!!"
Sem menosprezar o trabalho pouco jornalístico, foi com um sorriso nos lábios que o encarámos diariamente, sem uma palavra rude mesmo quando o Sr. me falou da sua circuncisão que correu mal, ou da Srª. que teve fezes a circular por todo o corpo (???) porque um médico lhe rompeu o útero e intestinos ao retirar o DIU - acho que vou avançar com um projecto de Match Maker e começo já por estes dois -. Estou certa que aquele pequeno grupo será o melhor com quem trabalharei no meu ocs e fizeram-me valer o mês. Agora, sem estes fantásticos telefonemas, as minhas contribuições ficarão certamente menos coloridas, mas não percam o próximo episódio, porque nós, também não - amanhã mais uma vez a partir das 07 da manhã -.

Dia 22 (Parte E não é que...)

... a moça teve mesmo um acidente? Um carro veio chocar - brutalmente, vá - com o delas, e o outro condutor estava inconsciente então aquilo foi um bocado feio, mas não muito grave. O que é bom por mais do que um motivo, nomeadamente por a ter odiado um pouco naquelas duas horas e meia em que não fiz um bacalhau, como dizia uma das minhas amadas bosses da Agenda.
O Online não parece mau, os trabalhos são razoáveis, escrevemos para o site, pomos os vídeos, etc; envolve escrita - finalmente - e edição em vídeo - finalmente. Não fosse as bosses serem pouco simpáticas, até se estava bem. Mas pronto, vamos todos desejar que só seja assim no início, afinal de contas, foi só o primeiro dia da segunda etapa.

Dia 22 (parte "Evitar pensar")

São já 09 horas e qualquer coisa e estou agora a evitar pensar que estou há duas horas a ver páginas da internet, sites de jornais e ocs. Estão cá já três colaboradoras do Online. Não são elas que têm de me auxiliar, no entanto fiz a minha parte: "-Desculpem, será que posso ir para aí e para ir vendo como vocês trabalham, ou não dá jeito?". "-Vou-te ser sincera, a mim incomoda-me um bocadinho, agora por exemplo, estou a escrever no word, mas abre o backoffice do site, apesar de não conseguires perceber muito sem alguém para te explicar, mas desculpa lá, estamos um pouco atrapalhadas a esta hora, a fazer as actualizações".
"Eu compreendo", digo. E resigno-me. Vou lendo notícias e odiando cada vez mais a estúpida que deveria ter chegado às 07. Já tentei ligar e tem o telemóvel desligado. É bom que lhe tenha acontecido algo muito mau, caso contrário nada justifica a sua ausência. Mas como disse, evito pensar e centro-me em problemas maiores que a minha pessoa, e chamo-vos à atenção para a seguinte notícia de hoje. «Um alegado desentendimento entre vizinhos estará na origem de um tiroteio ocorrido terça-feira à noite em Grijó, Gaia, do qual resultaram dois mortos, um ferido grave e três ligeiros. Fonte dos Bombeiros Voluntários dos Carvalho disse hoje à Lusa que um homem armado desatou aos tiros, atingindo quem se cruzasse com ele. A primeira vítima mortal será um vizinho que foi atingido quando se encontrava na porta de sua casa. Um outro cidadão que tentou auxiliar a primeira vítima foi também atingida mortalmente pelo mesmo indivíduo. De acordo com os bombeiros dos Carvalhos, "o homem disparava contra quem lhe aparecesse à frente" acabando por tentar o suicídio. "O ferido grave é o autor dos disparos, que tentou suicidar-se com um tiro na face", acrescentou a fonte.»
Para além da escalada de violência a temos vindo a assistir, é indignante que "um cidadão" - que eu pressuponho que seja alguém que não tem nada a ver com o assunto -, morra assim.
E perante esta minha fantástica constatação prevejo um futuro negro para a Humanidade.

Dia 22

São 07h15 e estão 11 pessoas na redacção. Eu, que mudei hoje para o Online, foi-me pedido que cá estivesse às 07h, pois é esse um dos horários da secção. E destas 11 pessoas - que me incluem - quem é que está aqui para me ensinar? Ninguém.
Para quem não percebeu, eu explico melhor. De 11 - que me incluem - estão 0 pessoas para me ensinar. Nicles, peva, népia de pessoas. E quando eu acordo ainda o ponteiro pequeno aponta para o número 5, e me arrasto da cama, e tomo banho, visto-me, penteio-me, como, tudo exemplarmente de olhos fechados, não me agrada chegar aqui e não ter uma pessoínha que me ensine. Note-se que quem aqui deveria estar seria a estagiária desta secção, que me deveria passar o testemunho, explicando-me as coisas para depois poder avançar para a próxima secção. Nota do online às sete e pouco da manhã, do primeiro dia? Igual ao número de pessoas que aqui estão para me ensinar. 0.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

À terceira.

Dia relativamente cheio. E quando pensei que estava a fazer algo bem...descobri que afinal nem estava. Num determinado artigo tive dúvidas, questionei. Achei-me esclarecida e fiz.
A copy revisora questionou-me e percebeu que não me tinha sido dada toda a informação pelo account, por isso acrescentou mais alguma. Pensei que sim, que dessa era de vez. Mas não.
Só aquando de um terceiro artigo e de uma segunda revisão percebi que não estava mesmo a perceber a coisa: e depois explicaram-me. A orientadora descansou-me: isto acontece e o account é que tem de ser preocupar em contextualizar-te um bocadinho melhor, esquecem-se que só cá estás há dois meses!
Nada de grave, mas não foi confortável.

De resto passei o dia a ver a minha cara (e do resto dos acreditados - mas com isso posso eu bem!) enorme no computador do designer, por causa do cartão do qual já falei, e medo do meu sorriso de tresloucada!

Mas pronto, são 20h30 e acho que já horinha de ir para casa, até porque estou esfomeada!

Dia 21

Ontem foi um dia agradável. Tanto que quando tive boleia para casa e mimos, até me esqueci que foi dia de estágio e podia ter algo para contar.
A novidade do dia teve de ser que recebemos novas estagiárias. São ok, não me lembro de ter demorado tanto a aprender, mas é provável que tenha sido assim também. Hoje continuaram a errar bastante, parecem-me um bocado menos empenhadas que nós no início, tanto medo que tínhamos de errar.
Hoje foi por isso o último dia na Agenda. Está a custar. Foi um excelente começo, com pessoas amorosas que nos iniciaram nestas andanças (por vezes pouco) jornalísticas. Mas é altura de seguir em frente. Desta vez, passarei sensivelmente um mês na edição online. Novo desafio. Especialmente porque começo às 7h, o que faz com que tenha de acordar amanhã perto das 05h30. Na próxima semana, ficarei pela redacção até às 24h, mas na outra o horário já se altera novamente. A sorte é que andamos sempre a passar de uns locais para outros, com horários diferentes dos anteriores. Talvez assim seja a única maneira de evitar criar laços, de evitar querer tanto ficar.
Aqui para nós, comigo não resulta.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A primeira vez

Foi hoje. Pela primeira vez conduzi sozinha! Até gostava de ter incidentes giros e pitorescos para contar, mas não, correu tudo bem! =)

Depois de almoço o boss tirou-nos fotos tipo passe (lá na agência), a mim, à minha orientadora, à nova colega do nosso grupo e ao assistente da boss (porque a boss fugiu!) para um cartão de acreditação jornalística. Foi uma risada pegada! Entre comentários como "Assim toda despenteada?" e "mas ele é tão feio!" eu safei-me com um leve "ui que esta dava modelo!" mas nem tive direito a escolher a minha foto. Vamos é ver como é que fica depois!

De resto tudo calmo (tirando a horrível dor de costas e a reminiscente dor no pé que torci) e nada a acrescentar. Até porque estou demasiado cansada para isso...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Meio da Estrada

Pois é.

Depois de um sonho sangrento, chegou a sexta-feira. Aquela sexta-feira. Em que eu levaria, pela primeira vez, o carro para o trabalho. Nos primeiros 3 minutos correu tudo muito bem, mas depois veio um cruzamento. E o fatídico arranque-seguido-de-travagem-brusca-por-causa-de-um-caramelo-que-vinha-a-abrir que culminou no momento em que deixei o carro ir abaixo no meio da estrada. Oh yeah! Eu para dar barraca, tem que ser à séria.

Tirando isto não foi mau, acelerei um bocadinho o ritmo cardíaco ao meu pai, mas foi gerível. Ele acabou por conhecer a agência e tudo, a convite da minha orientadora que tinha acabado de chegar.

O resto do dia foi um não acabar de folhetos e sons de loja, mas até correu mais ou menos. Depois voltei a trazer o carro para casa e não matei ninguém, não é fixe?

Bom fim de semana!

Dia 19 (parte sensata e ainda cómica)

Recebemos agora a notícia de que alguns membros da comunidade cigana em Portimão estão a vender os computadores Magalhães entregues aos filhos. Isto sim, é gestão de recursos. O Estado não apoia, eles resolvem.

Dia 19

É oficial.
Agendar: Ódio #1
O meu ocs recebe estagiários. Para ser mais precisa, cerca de 20 por ano. Mas não existem 20 computadores a mais, nem 20 telefones a mais, nem 20 secretárias e respeitante cadeira a mais. Logo, os estagiários ocupam os locais que não estão ocupados no momento em que precisam dele.
E assim foi. Lá me sentei. Quando a jornalista chegou, de imediato me prontifiquei a sair, estive lá não mais que 3 minutos - e pouco mais de 30 segundos desde que ela anunciou a sua chegada - e qual não é o meu espanto quando se dirige a mim e diz, altiva mas com um sorriso cínico, como que condescendente, "Podes levar a cadeira, não gosto de assentos quentes".
Bela asneira que eu dizia agora. Fica a constatação que há mesmo gente estúpida em todas as profissões.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Folhetos

Ai, não gosto nada de fazer folhetos. 1001 mecânicas de descontos manhosas. "Fantásticos Prémios, Maravilhosos Descontos!" Para mim, maravilhosos são os dias em que não tenho de escrever 330 parágrafos sobre produtos e áreas de frescos com fantásticas acções promocionais. O que vale é que é tudo fantástico!

E o que mais me chateia é que por cada descontinho existem mais 20 000 lagartixas (notas de rodapé) de letrinhas minúsculas e que têm por objectivo explicar o aparentemente fantástico desconto. Na verdade, os descontos até são bons e, para o sector que é, são porreirinhos. Mas raios os partam que me dão cabo da moleirinha.


Tenho dito.

Dia 18

Lembram-se da história dos cavalos desaparecidos? Consta que são lutas famíliares. Ao que parece foi a própria filha que levou os cavalos ah ah ah. A parte com menos piada é que até poderia processar o meu ocs mas parece que não o vai fazer. Vá lá.
Ontem fiz a minha boa acção do dia. Acho que não vos falei, mas a praxe de medicina este ano envolveu uma acção de recolha de sangue para o Banco de Dadores de Medúla Óssea.
Quando ontem à tarde dois caloirinhos me abordaram, já sabia o que pretendiam. E lá fui. Dei sangue, e agora faço parte do banco de dadores (se o meu sangue for alguma coisa de jeito). E se for compatível com alguém, um dia destes posso salvar uma vida. Não é o máximo?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O Monstro Vai à Praia

Hoje foi um dia ligeiramente stressante. Foi ver trabalhos a caírem-me no colo, non-stop!
De manhã fiz coisas pequenas e fui gerindo bem, antes de almoço passaram-me o briefing mais complexo mas depois de uma prainha à hora de almoço tudo me pareceu mais fácil. Sim, leram bem, eu fui à praia depois de almoçar e ainda dei um valente mergulho!

No entanto, a minha orientadora disse que eu estava stressada - só porque pedi à account que me definisse prioridades e atalhasse na informação desnecessária para mim: "Estou a criar um monstro!" disse ela com um sorriso, "Parecias mesmo eu a falar!" E pronto. Eu achei por bem tomar isto como um elogio.

By the way, o mar estava maravilhoso! =D

À tarde empenhei-me no que tinha para fazer e, perto das 16h, fui requisitada para fazer um copy que geralmente é da responsabilidade da boss e do novo assistente. Fixe - pensei - querem ver como eu agarro o touro pelos cornos e ainda o consigo montar? Por acaso correu bem, era uma coisa simples e deu-me gozo. A account elogiou "está um copy de primeira classe, eu já embarquei nele!" YAY!

Ah..! E lembram-se daquela ideia que me permitiu brilhar, depois do copy que não foi aprovado? O cliente adorou-a!

Por fim, resta-me informar que temos uma nova pessoa lá no sotão e tem um computador muito mais à frente do que o meu... *Snif*

E já vos disse que na praia se estava mesmo bem?

Dia 17

Hoje entusiasmei-me. Quis lançar-me ao desafio. Assinar uma reportagem. AH!!!! Frustração.
Recebi uma chamada de um recluso de um estabelecimento prisional. Preso por furto, estava a denunciar violência da parte dos chefes para com um outro irmão que estava no ep com ele e que posteriormente foi transferido para local incerto. Até aqui, nada de especial. Toda a gente sabe que eles apanham dos guardas, muitos devem supor que isso faz parte do sistema correctivo, não é correcto, mas também não é notícia. Mas curiosa que sou, tive de lhe perguntar mais sobre aquela história. Soube que são quatro irmãos, com idades compreendidas entre os 21 e os 26 e estão todos presos. Um preso por homicídio, os restantes três por furto. O pai e a mãe já morreram. Apaixonei-me pelo caso, fez-me lembrar o lado inverso do Resgate do Soldado Ryan. Receio é que destes, o Ryan já não tenha salvação possível.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Histórias

Hoje o dia foi normal, algum trabalho, nada muito fora do comum, nem desafiante por aí além.
Surgiu em conversa a possibilidade de uma colega de trabalho vir a dar aulas de surf a mim e a outra colega nas horas de almoço. Diverti-me imenso com a imagem da minha pessoa em cima de uma prancha no mar do Guincho, mas confesso que gostava de experimentar e espero que a ideia seja concretizada!

Ao longo do dia fiz alguns textinhos sobre livros e, enquanto os fazia, apercebi-me: a vida é feita de histórias, filmes, contos e anedotas. Longas ou curtas-metragens que vamos projectando noutras vidas. E entre uma Lírica de Camões e o último romance de José Rodrigues dos Santos, apercebo-me de que estou simplesmente a fazer com que essas histórias venham a fazer parte de outras, mais reais e mais vivas, não menos especiais, não menos únicas. O meu desejo é que de alguma forma estas fiquem mais ricas. A minha fica com certeza.

Dia 16 (parte urgência)

Recebi agora uma chamada por causa de um incêndio de um prédio em Chelas. Em princípio todo o edifício está tomado pois 1º e 2º andar já estão consumidos e embora estejam presentes duas corporações, não parecem ter grande hipótese. Foi a primeira vez que recebi uma ocorrência, falei com as entidades, participei às chefias e enviei a informação. Yes.

Dia 16

Ontem foi tal o meu estado de cansaço estagiário que adormeci antes de poder postar o relatório do dia. Por isso, e resumindo, em Portugal passa-se o seguinte: foram roubados 3 cavalos numa Quinta no valor de cerca de 80 mil € cada um. Eram puro sangue lusitano, campeões, garanhões, essas coisas todas. Um Sr. ligou também para noticiar que foi activado o posto de transformação da EDP mesmo por baixo de sua casa. A Royal pensa intervir porque a casa do Sr. treme agora mais do que as suas gelatinas (!) - óbvio gozo. Realizam-se amanhã quase 10 greves!!!!! Transportes Rodoviários, Ferroviários, Soflusa, Funcionários da Educação Especial, Saúde, Segurança Social e IPSS's para além das jornadas de luta e múltiplos plenários a realizar Portugal fora. Para além da reportagem por mim sugerida e que saiu no sábado, está a ser lançada mais uma reportagem sugerida por mim. Verdade é que me limito a avançar contactos, e toda a informação que tenho sobre as coisas. Não assino, não saio, não escrevo nada, tão pouco consto da lista de agradecimentos. Mas, como já disse, não consigo deixar de me sentir orgulhosa. Com um pouco de sorte, fico conhecida como a estagiária que tem contactos de coisas e pessoas giras...
Estamos quase a ser transferidas de serviço, e apesar deste ser excelente, mal posso esperar para avançar. Neste momento só avançaria para a cama porque acho que estou a ficar com gripe.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Segunda outra vez!

Depois de um aniversário peculiar e de um fim de semana cansativo, voltei em força ao trabalho.

Os colegas ofereceram-me um saquinho com letras em chocolate e uma caixa com maquilhagem, fomos almoçar todos juntos e foi super animado! Depois jantar com amigos e no dia seguinte mais um lanche ajantarado com mais amigos e amigas. =) No domingo, baptizado, e quando dei por ela, era segunda outra vez!

Passei a manhã toda a organizar artigos em dossiês e depois a fazer textinhos para brinquedos e livros. Agora estou a pensar sair às 19h00 e amanhã acabar o que ainda tenho em espera - o timing não é apertado, posso fazer as coisas com calma.

Por isso, até amanhã!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

(Dia 15 parte reivindicativa)

PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS: ASSIM NÃO!
SÁBADO 27: NÃO SE ESQUEÇA, NÃO ABASTEÇA!

Dia 15

Hoje arrisquei. Fui de uma rebeldia atroz que muito me poderia ter custado.
O dia estava para se ser rebelde.O autocarro 1 apareceu mal cheguei à paragem, o autocarro 2 atrasou-se. O mundo hoje conspirou para que eu pudesse dormir mais deliciosos 15 minutos. Obrigado Mundo, uma estagiária precisa.
Acabada a preguicite, chegou a hora de trabalhar. Ameaça de bomba numa escola, GNR presente e os alunos fechados nas salas de aula desde as 8h30, sem poder sair. Certo é que provavelmente é uma brincadeira de crianças que não queriam ter aulas, muito comum no regresso às aulas e provavelmente mais comum ainda depois da série televisiva de maior... sucesso, vá, em Portugal ter emitido há poucos dias um episódio com uma ameaça de bomba na escola feita por um aluno. Mas mesmo assim, brincadeira ou não, não custava muito tê-los posto fora do edifício.
Um Sr. está a levar a cabo uma greve de fome desde o dia 21 do presente mês para que alguém noticie as suas reivindicações relativamente à falta de recursos que enfrente, aos maus-tratos que alega ter sofrido na Stª Casa da Misericórdia.
Não está a ser comercializado/produzido em laboratório o único medicamento para a Miastenia Gravis, uma doença crónica de foro neurológico (similar a esclerose múltipla) que causa fraqueza e fadiga anormalmente rápida dos músculos voluntários. A fraqueza é causada por um defeito na transmissão dos impulsos dos nervos para os músculos, e pode ameaçar a vida quando a fraqueza atinge os músculos da deglutição e da respiração. Isto é vergonhoso e espero que alguém pegue nisto rapidamente. Eu sei que fiz muita força para que assim fosse, vamos ver.
Tenho um apelo, dúvido que façamos a cobertura disto. Dois professores vivem um momento angustiante. À Ana foi diagnosticado um Cancro no Sangue (linfoma não Hodgkins das Células T) e o marido está a organizar um concerto de beneficiência para ajudar a sua causa pois teve que pagar tratamentos caríssimos que o Estado devia suportar. Realiza-se a 25 de Outubro às 21 Horas, em Vendas de Azeitão - no Grupo Musical e Desportivo União e Progresso -. Mais informações em http://www.oficinamusicaluniaoeprogresso.blogspot.com/
E porque não quero que este blog seja o mais deprimente (embora real) de sempre informo-vos que o meu predilectíssimo Miguel Carvalho, repórter da Visão, foi o vencedor do prémio Literário Orlando Gonçalves 2008 (modalidade de jornalismo) com a reportagem Geração Sextasy, publicada na revista Visão de 29 de Março de 2007. Um idealista da profissão que muitos deveria inspirar.
Com o melhor que se pode fazer por hoje, um bom fim-de-semana a todos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A culpa é dos clientes...

Hoje senti um pontapé na barriga e estive enjoada. Não, não estou grávida. A minha orientadora é que está e senti um pontapé na barriga dela! O estar enjoada foi por ter emborcado o copo de leite sofregamente logo de manhã.

Lembram-se do trabalho desafiante? Pois. O copy não foi aprovado pelo cliente. No big deal, arranjam-se soluções.
Entretanto surgiu um outro trabalho no qual brilhei pela ideia inovadora que tive... foi gratificante!Vamos é ver se esta também morre na praia....

Dia 14

Entrar ao meio-dia implica:

Chegar e ter a caixa cheia de e-mails não lidos (i.e., 500/600) da noite anterior e dessa manhã;
Aterrar num dia já meio agendado, com n confirmações por fazer sem saber no que já se pegou;
Ser a última a almoçar porque fomos a última a chegar;
Ser a última a sair porque fomos a última a chegar...
Hoje conversei com editores. Parece que se se for realmente bom acabam por ficar eventualmente. Mas ainda assim há exploração, há trabalho em excesso e salário em défice, há muita inexistência de horários. Mas o que é mesmo ser bom neste momento?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sim, sou nova!

Hoje fui gozada pela minha idade. Sempre foi um choque quando alguém lá na empresa me perguntava a idade. Ouvia comentários como "Eish! Isto é quase exploração infantil!"... Mas hoje foi maios marcado! Eu sou manifestamente a mais nova da agência e quase toda a gente mo relembrou durante o dia. Não me incomoda, aliás eles é que ficam incomodados! No entanto, parece que toda a gente se lembrou disso hoje. Sim sou novinha, bastante até, mas isso não quer dizer que não tenha qualidade naquilo que faço!

Durante a tarde surgiu um projecto desafiante. E desafiante é a palavra. O timing era apertado e o briefing foi passado já ao fim da tarde, mas proporcionou-me uma adrenalina tão grande fazer aquilo e ver que a minha ideia, as minhas palavras resultavam bem ali, estavam bem colocadas! Such a rush! Mas senti que era aquilo que queria fazer!

Por isso, posso dizer: balanço positivo para o dia de hoje.

Dia 13

Hoje foi duro começar o dia depois de uma noite mal dormida, mas lá decorreu com os sobressaltos do costume. Uma escola primária foi transferida para uma escola secundária desactivada que não tem condições para receber os 300 alunos que lá têm aulas actualmente. Porque a escola não tem os sanitários disponíveis, alugaram casas de banho portáteis (sim, daquelas dos concertos, com um depósito...) que estão impróprias grande parte do dia. E estamos a falar de crianças de idade pré-escolar, 1º, 2º, 3º e 4º ano.
O dia melhorou quando uma jornalista precisou de testemunhos para um tema que vai ser alvo de reportagem e eu pude sugerir uma família sobre a qual já fiz uma peça na Faculdade. Certo é que não assino - não estamos ainda nessa fase do estágio -, nem tenho qualquer influência na condução da reportagem. Mas eu fui a pessoa que garantiu que um maravilhoso caso se torne público e por hoje isso vai ter de chegar.
Está quase a terminar a 3ª semana de estágio. Regra geral, ficamos um mês em cada secção. O futuro é no entanto, por agora, incerto. Os estagiários que entraram no início do ano começam agora a partir, mas um foi contratado. Ele é a esperança.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Falhar até acertar!

Depois de um começo de dia estranho, senti-me bem com um pormenorzinho. A boss apresentou-me a um novo colega como se fosse uma trabalhadora normal, sem mencionar nem explícita, nem implicitamente que eu era estagiária! E numa pesquisa para um trabalho encontrei esta citação:


"Falhar.

Falhar de novo.
Falhar melhor."


Samuel Beckett

Dia 12

É com satisfação que informo que o rapaz que vivia num banco de jardim, na Alameda, de quem falei no décimo dia de estágio, vai ser alvo de reportagem, o que certamente levará à resolução da situação. Alguém decidiu insistir em enviar mail e eu reiterei o pedido de que se avançasse com algo. Foi também um dia bom no sentido em que uma das bosses me disse frontalmente que éramos um excelente grupo de trabalho e estávamos a funcionar muito bem. Foi o primeiro reforço positivo que recebemos, na terceira semana, não me parece mal de todo. Parece que não recebiam estagiárias dinâmicas e verdadeiramente dedicadas há algum tempo...
As escolas continuam com problemas, nomeadamente ao nível da falta de auxiliares de educação. Numa EB 2.3 no Algarve, crianças estão a ficar sozinhas durante cerca de uma hora porque não há auxiliares e os serviços de transporte escolar só estão disponíveis cerca de uma hora depois do final das aulas. Os reclusos de um estabelecimento prisional em Sintra estão a organizar uma greve pacífica - acho que falei com o recluso mais eloquente do país - por falta de condições e acompanhamento.

Palavras mal colocadas

O fim-de-semana foi recheado de conversa, música e cultura geral. Dito assim até parece um retiro de estudo, não é?
Foi muito bom, rever pessoas e passar algum tempo juntas só porque sim. E entre gritos ao microfone e exaltações por uma resposta certa, lá soubemos conviver em paz! A prova do bem-estar que se vivia era ver entrar três pessoas na cozinha e estarem todas a cantar… mesmo que fossem músicas bem diferentes!
Desde “Karma Chameleon” a “The Eye of the Tiger”, passando por “Tainted Love” e “Come on Eileen” tudo se ouviu, cantou e berrou naquela sala.
Demos cabo da paciência do Jorge Gabriel encarnado no Buzz e aprendemos umas coisinhas, por exemplo: sabiam que o George Micheal começou a carreira aos 15 anos?

Enfim, dois dias que terminaram com uma cover do grande clássico “Sometimes” da Britney, cantada aos berros algures por Chelas.

No estágio tudo calmo, algum trabalho...nada de transcrições. (YAY!) Só uns textinhos sobre livros infantis e os novos discos da música portuguesa, por agora.

Depois de um fim-de-semana fantástico, voltar ao trabalho pareceu-me tão cinzento. Hum… Também pode ser porque vesti cinzento na segunda e preto hoje. "Ressaca emocional", chamam-lhes algumas. A verdade é que ontem foi um dia suave e subtilmente estranho e hoje está a ser um dia denso, estou a achar difícil manter-me de ânimo leve. Parvoíces, inseguranças. Palavras mal colocadas.

Sim, as palavras, que agora provam ser tanto a minha paixão como a minha maldição.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Dia 11

Hoje foi o primeiro dia de estágio ao qual quis não ter de ir. Depois de um fim-de-semana passado na melhor companhia, - é bom saber que com horários diferentes e vidas estagiárias esgotantes, sete amigas ainda arranjam tempo umas para as outras - acordei resingona e cansada. Cheguei meia-hora atrasada, não houve drama, ninguém tem nada para agendar às 9:00h. Não ligou muita gente, ou quem ligou não podia ser ajudado, pelo menos não por mim, não hoje, com aquele humor de cão. Lamentei não ter podido ajudar a senhora cujo marido morreu há dois anos e lhe batia. Deixou-lhe uma dívida enorme e não a deixam aceder às contas dele. Desesperada que estava começou a chorar e aí é que as coisas se complicaram mais para mim, é difícil lidar com a tristeza nua dos outros tão perto de nós. Passei o dia meio k.o. com a vida a passar-me ao lado, mas estava tão zombie que nem me chateou! Soube que uma estagiária recebeu um grande elogio de uma das piores (más, exigentes, chatas, embirrantes) bosses de todo o ocs, e isso pôs-me a pensar: quando chegar a minha altura de fazer jornalismo a sério, saberei o que fazer? Virei a ser tão boa como gostaria de ser?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

É o que dá passar horas a transcrever entrevistas.

Descobri hoje ao fazer mais uma transcrição que o meu cérebro não funciona mal de todo. (pois.) Quando ouço uma frase longa apanho em primeiro lugar a ideia e depois as palavras-chave. Digo isto porque muitas vezes coloco as palavras-chave em lugares aos quais elas não pertencem, mas que não alteram por isso o sentido da frase.
Ex:
O que escrevi:
"Porque o primeiro dia é sempre estranho, chegarem a um espaço complicado sem conhecerem as condições"
Correcta:
"Porque o primeiro dia é sempre complicado, chegarem a um espaço estranho sem conhecerem as condições"


Ai, fim de semana à porta e eu que nunca mais saio do estágio.

Dia 10

Hoje o dia começou relativamente qualquer coisa. Isto não significa absolutamente nada pois o dia nada tinha de especial até eu ter caído no meio do chão, num bocado de passeio entre duas passadeiras. Foi um aparato imenso porque estava com uma mala e dois sacos, cabelo esvoaçante e mão esfolada. Oportunamente estava a passar uma ambulância que parou e me perguntou se estava bem. Para lá do ridículo e do cabelo desalinhado, bem obrigado.
Cheguei ao estágio e as bosses ainda não tinham chegado, verdade é que cheguei antes das 9h - desnecessário - mas aproveitei para tomar o pequeno almoço que não fora comido em casa.
O dia de trabalho lá começou com as más notícias do costume. A que mais me escandalizou foi o facto de no Cascais Shopping, uma firma de restauração contractou uma Srª e quando lá se dirigiu, no seu primeiro dia de trabalho, foi-lhe dito "Desculpe, mas aqui não aceitamos pretas". Fiquei absolutamente agoniada com esta situação, e o mais triste é que não posso fazer nada porque o contracto apresentava uma cláusula para um período de experiência durante um mês e em tribunal poderiam alegar que a dissolução do contracto resulta desse período.
Para além disso há um caso de saúde pública perto da Quinta do Conde, onde existem cerca de 100 animais (entre cabras, ovelhas e cães) todos juntos, fechados num espaço muito reduzido e alimentam-se de outros animais que por ali perecem, sucumbindo aos maus cuidados. Isto indigna-me quase tanto como a questão que realcei anteriormente porque adoro animais e custam-me imenso estas situações. Este caso já está no entanto a ser seguido e espero que se resolva em breve. Aproveito por isso para divulgar aqui um blog que deverão consultar:
http://www.patavermelha.blogspot.com/
Este projecto promove a entrega de medicamentos a diversas associações, canis, etc. E a ajuda nunca é demais.
Para além disto tudo, um rapaz foi posto fora de casa pelo padrasto, a quem não agrada os 3 cães do rapaz. Há cerca de 3 semanas dorme num banco de jardim, na Alameda, em Lisboa. Não está disposto a desfazer-se dos cães, ou pelo menos, não sem encontrar um lar apropriado. Esta história faz-me lembrar um sem-abrigo que via muito, o ano passado e há dois anos, na Baixa da cidade. Andava sempre com seis ou sete cães, com a particularidade de que eram todos brancos (sujo). Não o vejo desde o Natal. Que será feito dele?
Sou uma pessoa optimista e vou ter de continuar a sê-lo embora seja difícil - mas inevitável - nesta profissão. O bom da minha primeira secção de estágio é saber tudo do que se passa em todo o lado. E o bom é o mau também.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A cor azul

Eu tenho um grave problema. Chama-se azul. O ecrã do meu computador assume várias vezes (durante demasiado tempo ultimamente) um tom de azul que me anda a deixar maluca. Hoje aproveitei todos os bocadinhos em que a minha orientadora não estava para me apoderar do dela e evitar ver a vida azulada. Os colegas riem-se e dizem para ir fazendo back-ups porque o computador já anda a ameaçar pifar....Eu lá vou obedecendo e esperando em segredo que dê o berro rápido!
Enfim.

Mudando de assunto, sempre soube da existência de um mito que versava sobre o início de um texto. O custoso é a primeira frase – ouvia dizer. Mas nunca o senti de forma marcada na pele. No entanto, hoje ao escrever um artigo, e depois de terminado o terceiro parágrafo, bateu-me. Não, não foi o parágrafo que me bateu. Apercebi-me de que estava a ser extremamente difícil arranjar uma forma de começar o quarto. O que é que se pode depreender disto? Que eu só começo os textos ao quarto parágrafo.

Sem mais a acrescentar...

Dia 9

Não é fácil escrever o que quer que seja depois de ver o documentário autocarro 174. Interrogo-me como será ser estagiário num órgão de comunicação social brasileiro, em que as notícias de morte, sequestro, suicídio, violação são tão vulgares que só os casos extremos são notícia. Que vontade de pegar nestas crianças todas e dar-lhes um colo, um abrigo, pegar neste país e pô-lo de bem consigo mesmo...
Bem, por cá suicidou-se outro GNR, mas no meu ocs não vai ser notícia. Não que não interesse. Pelo contrário. Mas noticia-lo dá a conhecer às restantes pessoas o caminho tomado não só por um, mas por dois (a juntar aos seis do ano passado), e quem estiver mais neste desespero pode encontrar na solução deles, uma solução para si também.
As pessoas continuam a queixar-se das reformas na Educação, nomeadamente ao nível do Ensino Especial, onde os apoios foram retirados e se promove uma integração forçada das crianças em ambiente regular. Outros pedem casas, outros querem que lhes resolvamos a vida, outros só precisam de desabafar. E eu vou ouvindo, escrevendo, agendando o que vai ser notícia amanhã, depois...
Hoje surgiu também uma outra questão. Disse-me um colega boss que temos de aproveitar o nosso tempo por lá de forma muito preciosa, porque acaba em menos de nada. Compreendo isso e sei que estou a aprender mais sobre o funcionamento de um ocs do que em três anos de faculdade, mas pergunto-me, como aproveitar para aprender mais, saíndo às 20h30?
Como aproveitar para agendar a vida do mundo, quando a nossa fica para trás?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

"É o luxo em post!"

Logo de manhã o meu primo foi chamar-me, já estava em pulgas para ir para a escola. Admirável mundo novo, ainda. De uma forma muito saudável e muito suave tenho saudades dessa leveza de espírito, dos 85% de convívio e os 15% de estudo/trabalho. Agora as percentagens mudaram um bocadinho e há uma nova variante: o cansaço, que traz muitas vezes as amigas frustração e desilusão.

Depois de deixarmos o petiz na escola, fomos à feira. Aquilo é giro, é igual às outras feiras todas. Confusão, gritos e q.b. de boas oportunidades. É sempre inspirador ouvir os pregões das ciganas, muitas vezes (algumas por acidente!) bem conseguidos. Dou-vos um exemplo: "10 euros, 10 euros (repetem sempre o preço para os mais distraídos não ficarem sem saber!) É o luxo em peça!" Até olhei duas vezes para a senhora... Sinceramente acho que aquilo passou ao lado da maioria das pessoas à minha volta, mas eu achei tão peculiar que fiquei impressionada e dei por mim a esboçar um sorriso.

Já na agência tivemos o privilégio de ver o filme da ecografia da minha orientadora, estivemos aproximadamente 6 minutos encantados com dedinhos e perninhas a preto e branco no ecrã do computador. Mas foi engraçado, eu nunca tinha visto uma e adorei!
A tarde foi passada, em grande parte, a fazer uma transcrição de uma entrevista, o que me valeu 4 horas a ouvir um Chefe e ficar com os ouvidos a latejar!

Por fim, é importante referir que hoje estiveram a remodelar a escadaria. Agora temos um estrado escuro de madeira a substituir o tapete vermelho que se estendia pelas escadas de mármore.E de cada vez que descia ou subia, os dois senhores seguravam o estrado de madeira para eu pisar e passar, haja luxo! Ou se preferirem: É o luxo em escada!

Dia 8

O meu pai nunca quis que eu tirasse a carta.
Para além dos possíveis perigos que daí adviessem, alimentara durante anos uma imagem idilica dos jornalistas sem carta [ou sem fazer uso dela] que iam para todo lado de transportes públicos [muito BE] ou de Táxi [muito pouco BE, supostamente]. Ora, é tudo muito romântico em sonhos ou no papel; na prática, como hoje, o dito jornalista teria que ter um episódio psicótico com uma jovem sinistra de cabelos negros, franja cortada à altura dos olhos que não parava de olhar para ele [mim], não revelando qualquer pudor nem com os meus longos suspiros, ou olhares directos e claramente incomodados. Depois teria de ser esborrachado nos estreitos corredores de um autocarro apinhado de jovens que regressam à escola. Depois o seu dia melhoraria [melhorou] um pouco quando visse um esquilo a atravessar a estrada e a passar para uma pequena zona de Pinhal, em plena Lisboa!!! E aí pensaría "afinal isto não está assim tão mal..."
O dia foi, de resto, extenuante. Não parámos um segundo, almoçámos tardíssimo, e quando o carinho passou à tarde ainda tivemos de ouvir um ilustre colega jornalista dizer "não percebo porque é que os estagiários têm acesso ao carinho". Estupidamente sorriu julgando que isso apagaria a ignorância das suas palavras. E aí pensei que gostaria de ter aprendido algo com a sinistra do autocarro.
À parte disto, existem crianças em Felgueiras a ter aulas no exterior (sim, na rua mesmo) porque a escola não tem capacidade para o número de alunos que tem, e os pré-fabricados que lhes prometeram não chegam em breve. Mas para o Sr. Engenheiro e PM? [? interrogação com ênfase no engenheiro] e para a Sr.Ministra da Educação [? interrogação com ênfase na Educação] o regresso às aulas foi UM SUCESSO! Se é assim, então ficamos todos muito mais descansados. Os diplomas de mérito estão todos entregues, interessa lá que quase 50 mil professores não tenham sido colocados? Interessa lá que existam escolas sem professores, outras com os docentes incrivelmente sobrecarregados, outras sem funcionários, outras sem condições? As queixas e denúncias que recebemos diariamente relativamente ao estado da educação e (in)segurança no nosso país são já tantas que temos de resumi-las aos casos mais insólitos, degradantes e inadiáveis.
Resta-nos suspirar e fazer a nossa parte.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Palavras pequeninas

A manhã não foi lá muito agradável. A orientadora fez-me bastantes reparos num texto que eu tinha feito e custou-me um bocado - ela não foi agressiva, mas fiquei triste comigo mesma. Desiludida. Vinguei-me nas compras. Um cinto, um casaco (mangas), uma camisola e uns sapatos.

Já ao fim da tarde, em pesquisa para um trabalho sobre a baquelite, descobri uma das maiores palavras que eu já tinha visto:

polioxibenzimetilenglicolanhidrido, trata-se da junção do fenol
com o formaldeido (aldeído fórmico), que forma um polímero chamado polifenol. 34 letras!

Mas depressa percebi que isto até nem era nada, a maior palavra portuguesa é:

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, que define uma pessoa que tem uma doença pulmonar causada pela inspiração de cinzas vulcânicas. Este monstruoso vocábulo de 46 letras foi pela primeira vez registado no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa em 2001. Em segundo lugar, com 45 letras, temos a designação da mesma doença: Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose.

Num honroso terceiro lugar temos a palavra que me levou ao choro de tanto rir. Não pela sua composição em sim, mas pela definição. A Hipopotomonstrosesquipedaliofobia é uma doença psicológica que se caracteriza pelo medo irracional (fobia) de pronunciar palavras grandes ou complicadas.

33 letrinhas só para aqueles que têm medo de pronunciar palavras grandes - que é para não serem maricas! Porque nem que quisessem não conseguiriam nomear a doença de que sofrem...Agora pergunto: só eu é que acho isto incrivelmente irónico?

A palavra adorada pelo Diogo Infante está em quarto com 29 caracteres: Anticonstitucionalissimamente. E o senhor Dr. Oftalmotorrinolaringologista fica em quinto com apenas 28 letras.

Peanuts quando comparadas com a maior palavra do mundo que é inglesa e tem 189.819 letras. Sim, sim, leram bem: cento e oitenta e nove mil, oitocentas e dezanove letrinhas. É a designação química de uma proteína conhecida por Titin: comprova aqui.

Dia 7

Este horário mata-me. Ainda estou na redacção. Os saudáveis alimentos que trouxe para o dia já se esgotaram, bem como as delícias do carinho. Resultado: estou a comer mm's.
Folgo em informar que a notícia da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto já saiu, portanto o mundo já sabe. Hoje, em Setúbal, um polícia prendeu, sem razão aparente, um homem portador de deficiência. Segundo a fonte, para o efeito estavam presentes 3 carros e uma carrinha da Polícia de Intervenção. Caso para perguntar, onde pára a polícia quando estão a assaltar bombas de gasolina, pessoas e casas? Está a prender um deficiente em Setúbal.
Um GNR pôs hoje termo à vida, e as crianças que têm nascido nos últimos dias não estão a receber a vacina da BCG porque o Ministério da Saúde deixou acabar. Todo o distrito de Lisboa está sem vacinas para administrar aos recém nascidos. O Infarmed não se responsabiliza, supostamente, porque não receberam nenhuma encomenda do Ministério. As linhas de saúde tentam descansar os pais com um "ahhh, mas isso pode tomar durante todo o 1º mês de vida, que não tem problema". Sabe-se lá porquê (...) este facto não parece descansar os pais.
As queixas das escolas continuam, umas não abrem, outras abrem com deficiências, sem transportes assegurados, etc, etc, etc.
O insólito do dia foi a história de um senhor cujo automóvel foi roubado há dois anos. Pouco tempo depois foi apreendido pela GNR das Caldas da Rainha e o Ministério Público exigiu: ponto1. (Para além do carro estar em nome da esposa do Sr. e ter apresentado queixa aquando do furto), a factura da compra do automóvel - por acaso tinham-no comprado num stand e tinham o recibo). ponto 2. um extracto bancário que atestasse o débito do valor do automóvel. De risos, no mínimo.
Daqui e por agora, nada mais a agendar.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Só mais um.

O dia começou atribulado: dentro de um autocarro com um condutor desvairado que, pela certa, gostava de ter participado no Euromilhões Pax Rally. O ideal para acordar! Entre uma ou outra curva violenta e aquelas travagens de esfarelar neurónios, lá ia eu a ouvir músicas boa-onda de sotaque brasileiro e a tentar sobreviver.

Manhã com algum trabalho e povoada de risos e lágrimas aquando da recepção de um e-mail, aqui da Rivka, com as melhores fotos dos jogos olímpicos deste ano! Foi a gargalhada geral lá no sotão,perdão, lá na penthouse!

Entretanto tive de ligar a um senhor para validar um texto:

- Bom dia, lembra-se de mim? Queria validar o texto consigo...

Uma voz ensonada atende do outro lado:

- Ah então a minha mulher não lhe enviou as fotografias?

E eu já a ficar atrapalhada....

- Ah não, não, mas estou a ligar-lhe por outra razão...É uma boa altura para lhe ler então o texto?

Aquela voz de quem ainda está enrolado nos lençóis quentes.

- Ahhhh...não, lá p'as 16h00 pode ser?

- Sim, sim...bom dia.

E depois de acordar um Sr. com um telefonema (o que é sempre bom!), voltei ao trabalho.

Durante a tarde, lá consegui falar com o Sr. acordado e, depois disso, aconteceu uma coisa gira.
Vi a minha orientadora levantar-se e dirigir-se à garrafa de licor. Como ia a falar pensou que ninguém reparava, mas não conseguiu abrir a garrafa. Fui ajudá-la e pimba, desapareceu um centímetro do líquido.

Mais tarde vi outra colega com um copinho na mão e zás, mais uma golada no licor. É uma festa!
Qualquer dia tenho que trazer mais!

Já perto das 20h00 e quando dei por mim a escrever coisas como "conicidências" e "apadtadas", achei por bem dar o dia por terminado e vir para casa...


Over and out!

Dia 6

Num dia de estágio relativamente calmo congratulo-me:

"Em média, os alunos das Universidades vão pagar mais 4,86 % de propinas do que no último ano lectivo"

Perante isto, UFFF! Melhor que a minha reacção, só mesmo a dos meus pais. Depois de um fim-de-semana descansado, lá chegou a 2ª-Feira, e o início da minha segunda semana de estágio. Escolas e mais escolas que, ao contrário das promessas do Governo, não abrem hoje (ou se abrem é só para dizer que vão fechar), a maior vergonha de sempre na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto que devido a um erro informático (!!!!!) se esqueceu de enviar os pré-requisitos de alguns alunos e por isso dizem não haver vagas para eles - quando têm media para entrar -, assaltos, patrões barricados, e mais e mais e mais.
O autocarro não passou a horas, irritou-me. No mp3 tocavam músicas que gritam FÉRIAS CALOR MAR e o ar saturado que se respirava - mal - no amarelinho da Carris amoleceu-me. Dei por mim a dar cabeçadas na atmosfera...E assim sim, não seria um estágio verdadeiro e extenuante se não adormecesse no autocarro.